domingo, 24 de agosto de 2014

UM SINDROME DIFÍCIL

Já há muito que não sentia tão forte esta sensação de ninho vazio. É mesmo um vazio. Fico com óptimas recordações de todos os momentos passados em família e com eles me irei "alimentar" no dia a dia. Contudo e pelo menos à dois anos para cá tinha, depois das partidas, a meta de uma putativa recuperação motora, de adaptação a novos locais e isso punha-me noutra "onda". Agora o futuro é outro. Só sim ou não. Sim a ser operada novamente e caso corra bem será somente para não piorar ou, não, e deixar correr o "marfim" até onde me deixa ir este "fiozinho" de medula. Como diz o outro, que venha o diabo e escolha!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CAMINHANDO UM CAMINHO

Depois de um mês de hospital e porque não havia vagas na U.C.C. em Esposende, fui transferida, de ambulancia e de maca, que nunca tinha andado, para a U.C.C. na Areosa, paredes meias com Viana do Castelo. Entrei num "hotel" de 5 estrelas. Instalações modernas e bonitas, vista magnifica, refeições tão boas como em casa, e uma suite, só para mim com casa de banho enorme, kitchenet e varanda! Senti como uma recompensa depois de um mês metida num contentor do S. João. Deitada via o mar e como estava sozinha, fazia o que queria desse aposento. Tinha sempre visitas e enfermeiras e auxiliares juntavam-se lá à conversa. Fazia-se aí o "jornal da caserna"! Ficava a par de tudo o que se passava na Unidade. De manhã tinha fisioterapia e andava contente porque era mais intensa do que a que fazia anteriormente. Hoje, olhando para trás, vejo como foi pouca para a minha recuperação. Aguardei dois meses até voltar a mudar de "poiso". Conheci pessoas encantadoras como a Rosa, Fernanda e a Maria. O corpo de enfermagem e auxiliares impecáveis. Claro que também tive o apoio da minha psicóloga, a mesma que me acompanha desde a morte do Afonso. Se pudesse definir diria que esses dois meses estive no "ceu"!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

INICIO DE UM CAMINHO CAMINHANDO!!!

Uma página em branco à nossa frente é assustador. E quando temos pedido de marido, filhos amigos e seguidores para recomeçar ainda pior! Estive 2 anos fora destas "lidas", apesar de muita vivência para descrever mas aí também o pensamento atabalhou-a-se de acontecimentos, de peripécias, de momentos e torna-se difícil "puxar" o fio à meada. Irei descrever os locais onde "estagiei" pois todos têm a sua história. Há um ano estava no Hospital de S. João. Apesar do internamento de neurocirurgia funcionar em contentores estava num sozinha com TV. Isto devo-o ao Prof. Rui Vaz. Estava feliz! A cirurgia tinha sido um sucesso e eu tinha, como os médicos, muita esperança numa recuperação com bons resultados. Todo o pessoal, desde médicos, enfermeiros, auxiliares, tinham muito deferimento comigo pois eu era a "menina" do Prof., director desse serviço. A pequeno almoço traziam-me sempre um Nespresso ao quarto assim como depois do almoço. Dormia de janela aberta à noite sentindo o cheiro do Verão lá fora. Para mim foi a recompensa de ter decidido e sozinha, a operação que me desgastou muito emocionalmente. O meu anterior blog - http.bacouca blogspot.com, termina nessa fase. Sofri muito, ponderei todas as hipóteses de algo correr mal na operação. Comecei a divagar para onde iria de seguida fazer a recuperação. Foi aí que tomei conhecimento de Unidades de Cuidados Continuados pois o Centro de Reabilitação do Centro, na Tocha, era longe para mim nessa altura. Hoje arrependo-me de não ter ido logo para lá. Haviac a U.C.C. em Esposende. Em quando não houve vaga e passado exactamente um mês no Hospital de S.João, fui transferida para a U.C.C. na Areosa a 10minutos de casa. Ouro sobre azul!!!