sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A PROVA REAL

Tomei uma das decisões mas difíceis da minha vida e por isso não tenho vindo aqui. Não vou ser operada. Seja o que Deus quiser. Esta decisão compara-se a decidir não fazer quimio ou radioterapia: sabe-se que não se vai melhorar e que dia a dia é um dia que tem que ser vivido em pleno, para aproveitar o que nos resta ainda de qualidade de vida. Neste mês tive a opinião de um neurocirurgião de Milão e do meu neurologista, ao não à operação. Entre um não/sim do meu neurocirurgião e os dois "não", optei pelo não. A operação seria de alto risco e não era garantido se o processo de degeneração da medula seria minimizado. Portanto passei a viver com uma "espada" em cima da coluna vertebral. A vida dá cada cambalhota que temos de ter muitas reservas positivas para aguentarmos o embate. E eu, graças a Deus, tenho tido e vou arranjando com pequenas coisas que me ajudam a ser serena e estar de bem com a vida. E a isso se pode chamar felicidade!